UMA HISTÓRIA ETERNIZADA...


"Em 05 de fevereiro de 1905, o grupo formado por Victor Engelhard, Raul Engelhard, Eduardo Cruz José Henrique Danin, Vasco Abreu, Eugênio Soares, Narciso Borges e Jean Marechal fundou o Clube do Remo. Como eram dissidentes do Sport Clube do Pará, uma das melhores equipes de remo do estado, a fundação do Clube do Remo seguiu a tradição da maioria dos grandes clubes do futebol nacional originando-se do remo, o principal esporte praticado no Brasil no início do sec. XIX.

Após três anos de existência, em 14 de fevereiro de 1908, o clube teve sua extinção decretada e, precisaram mais três anos para que o grupo formado por Antonio Silva, Cândido Jucá, Carl Schumann, Elzaman Magalhães, Geraldo Motta, Jayme Lima, Norton Corllet, Oscar Saltão, Otto Bartels e Palmério Pinto decretasse sua reorganização, em 15 de agosto de 1911. Desde então o Clube do Remo consolida sua existência como um dos clubes mais antigos do Brasil.

Uma data importante para o novo clube, 16 de abril de 1905, dia da inauguração da quilha de sua primeira embarcação, uma baleeira. No início do mês de outubro do mesmo ano, o clube inaugurava sua sede localizada na rua Siqueira Mendes às margens da Baía do Guajará. Nesta ocasião também foi inaugurada a primeira embarcação, chamada de Tibiriçá.

Em 1907 o clube já possuía 9 embarcações, entre elas um out-riggers a 4 remos e um out-riggers a 2 remos importados da Alemanha por seus sócios que traziam da Europa o que de mais moderno havia na prática do esporte.

Durante o período de extinção do clube, as embarcações foram guardadas em um galpão de propriedade de Francisco Xavier Pinto e após a reorganização foram transportadas até a antiga sede, onde teve início o planejamento para o primeiro campeonato que viria ser disputado em novembro, e que resultou no primeiro título do Clube na regata paraense.

A conquista mais importante da regata azulina veio no ano de 1934. Com o título do troféu Lauro Sodré, (campeonato paraense), o Clube obteve a posse definitiva do valioso troféu.

O futebol teve seu início em 1913, com a primeira partida e primeira vitória disputada no dia 14 de julho, contra a União Esportiva, o placar terminou 4x1 para os azulinos. Início de um período de glórias e conquistas, mas isso é uma outra história..."






Por que eu sou REMISTA ???


Era na década de 70 e eu Boleiro dos Bons, mas ainda um inocente Guri.

Incentivado pelo meu primo mais velho que era torcedor Daquela Coisa, fomos ao Baenão para ver um jogo do Timeco dele contra o FLUMINENSE/RJ.

Ele não parava de falar em ANTENOR, MOREIRA, LEÔNIDAS, TUÍCA, tentando me convencer a todo custo, a gostar do que eu JAMAIS me simpatizaria. (BbHhÁáááááá)

Estava mais interessado em ver o desempenho do Goleiro FÉLIX e de Jogadores de Naipe como ASSIS, CARLOS ALBERTO, ADÍLSON, DIONÍSIO e LULA.

Bom... o fato é que essa MERDA ( ...rsrsrs... ) terminou em 1 x 1 e voltei pra casa com a sensação de que estava no dever de ver o CAMPEÃO PARAENSE daquele Ano (1973) jogar. Era o CLUBE DO REMO, temido por tudo e por todos, tido e havido como sendo o FILHO DA GLÓRIA E DO TRIUNFO. Em 1974 o REMO já era o BI CAMPEÃO PARAENSE e eu apenas ouvia os jogos no rádio.

Sem que eu ainda tivesse tido a oportunidade de vê-los pessoalmente, ainda assim PRIORIZAVA as Pelejas do LEÃO AZUL através das Perfeitas Narrações do JAIME BASTOS e dos Comentários Sob Medida do Saudoso GRIMUALDO SOARES. Parecia que havia um CARMA ULTRAPROFISSIONAL entre esses dois BALUARTES da RADIODIFUSÃO PARAENSE.

Bons tempos, viu ?!?!?!?

Dei sorte na 1ª vez que vi bem de pertinho o REMO atuando. Quando o TIME entrou em Campo, EMOCIONEI-ME E PERCEBI QUE EU JÁ ERA REMISTA ATÉ MESMO DE VIDAS PASSADAS ( ...rsrsrs...).

Senti que fazia parte daquela FAMÍLIA.

Foi num 04 de Maio de 1974 que testemunhei (REMO -1- x -0- INTERNACIONAL/RS). REMO com DICO, ROSEMIRO, CHINA (OSCAR), QUEIROZ e LÚCIO; RUSSO e NENA; CAÍTO (AMARAL), LUISINHO, ALCINO e RODRIGUES. Treinador: FRANÇOIS THYM. e o INTERNACIONAL/RS com SCHNEIDER, ÉDSON MADUREIRA, FIGUEROA, PONTES e VACARIA; TOVAR e DORINHO (DJAIR); JOÃO RIBEIRO, DANTE (SÉRGIO LIMA), ESCURINHO e LULA. O Gol do REMO foi do Atacante RODRIGUES.

É isso: - Como é bom ser REMISTA e em 1975 fomos TRI CAMPEÕES.

- Depois eu conto mais....











terça-feira, 13 de abril de 2010

Terceira armadilha da mente humana: O MEDO DE RECONHECER OS ERROS.

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O medo de reconhecer erros é, acima de tudo, o medo de se assumir como um ser humano com suas imperfeições, defeitos, fragilidades, estupidez, incoerência. Formamos nossa personalidade em uma sociedade superficial que esconde nossa humanidade e supervaloriza nosso endeusamento.

Hoje quem está brilhando poderá, amanhã, cair em desgraça para que outro substitua. O pódio é cíclico, não há espaço para dois lugares. Além disso, a mídia constrói e destrói mitos. Podemos ter dignidade para estar entre os primeiros lugares ainda que nunca subamos no pódio e mesmo fiquemos entre os últimos lugares.

Uma minoria ganha o Oscar, o Nobel, o Grammy. Uma minoria torna-se ícone social e profissional. Mas, como veremos, podemos desenvolver os hábitos dos profissionais excelentes e brilhar ainda que nunca sejamos um ícone; podemos revolucionar o ambiente em que estamos, ainda que anonimamente.

Por vivermos em uma sociedade que valoriza os super-heróis, negamos consciente ou inconscientemente nossa humanidade. Temos medo de assumir o que realmente somos, seres humanos, mortais, falíveis, demasiadamente imperfeitos. Não há sábios que não tenham loucuras. Gostamos de ver as chagas dos outros, não as nossas. Os noticiários televisivos expõem as falhas alheias e cativam nossos olhos, enquanto ficamos na sala silenciosos, escondidos de nós mesmos em nossas poltronas.

O melhor educador não é o que controla, mas o que liberta. Não é o que aponta os erros, mas o que os previne. Não é o que corrige comportamentos, mas o que ensina a refletir. Não é o que desiste, mas o que estimula a começar tudo de novo.

Não é possível desenvolver as funções surpreendentes da inteligência, as ferramentas mais importantes para explorar nossa pisique, se não tivermos coragem de enfrentar nossa realidade, descortinar algumas áreas de nossa personalidade. A psique, como temos visto, é como um teatro, mas um teatro real, onde encenamos uma peça concreta. Quem representa essa peça, quem não se assume, quem não reconhece suas "loucuras" viverá artificialmente, não amadurecerá.

ERRAR É HUMANO, MAS NÃO ADMITO MEUS ERROS

O ser humano é de um lirismo ácido. Todos sabem que errar é humano, mas insistimos em ser deuses, temos a necessidade neurótica de sermos perfeitos. Amamos conviver com pessoas simples, despojadas, mas complicamos nossa vida. A energia gasta pela necessidade neurótica de ser perfeito é caríssima, esmaga o prazer de viver.

O medo da crítica, do vexame, da rejeição, do pensamento alheio, dos olhares sociais, tem feito mentes brilhantes apagarem seus luzeiros. Por nada e ninguém podemos deixar de decifrar o código da espontaneidade. Quem não o decifra pouco a pouco se deprime. Nossa liberdade não pode estar à venda por preço algum. Mas a vendemos por bobagens, a trocamos com incrível facilidade. Veja os exemplos:

Quando alguém nos aponta um erro, mudamos de cor e trocamos de humor. Quando alguém revela alguma atitude estúpida, ficamos indignados. Nas relações em que o poder é desigual, a situação é pior. Quando um paciente corrige um psiquiatra, gera um escândalo. Quando um funcionário aponta uma falha de um executivo, é sinal de irreverência. Quando um filho discorre sobre um comportamento débil de um pai, revela um desacato à autoridade. Nada tão absurdo! Nada tão imaturo!

Nunca alguém tão grande se fez tão pequeno para tornar os pequenos grandes.

Nas relações desiguais, o vírus do orgulho contagia em frações de segundo o cérebro daquele que se considera superior, levando-o a silenciar a voz do que está em uma posição inferior. Tais reações são doentias, pois não há psiquiatra, executivo, e pais que não falhem e, às vezes vexatoriamente. Quem usa a relação de poder para impor suas idéias não é digno do poder em que está investido.

Quantos professores não cometeram acidentes na formação da personalidade dos seus alunos, ainda sem o perceber, porque nunca tiveram a coragem de pedir desculpas quando levantaram a voz desnecessariamente ou julgaram precipitadamente? Não decifraram o código de desprendimento e da generosidade.

Certa vez um professor fez um aluno repetir várias vezes uma palavra que não conseguia articular diante de seus colegas até acertar. Quanto mais tentava, mais errava e mais arquivava janelas killers dentro de si. Até que começou a chorar e o professor se arrefeceu.

Poucos segundos pautam uma história. Sua atitude desastrosa aprisionou esse jovem aluno no lugar que deveria ser espontâneo e livre. O resultado? Nunca mais, mesmo quando adulto, conseguiu falar em grupo. Ao tentar expressar, tinha falta de ar, excesso de suor, seu coração parecia que ia sair pala boca. Seu cérebro o preparava para fugir do monstro do vexame, da humilhação, cravado em sua psique.

Muitos pais querem que seus filhos sejam humanos, mas eles mesmos se comportam como se fossem supra-humanos. Pais no mundo todo, da Europa à China, do Oriente Médio às Américas, querem que seus filhos reconheçam seus erros, mas neuroticamente não reconhecem os erros deles. Querem que seus filhos se humanizem, mas eles se comportam como deuses.

O excelente mestre não é o que mais sabe, mas o que mais tem consciência do quanto não sabe. Não é o viciado em ensinar, mas o mais ávido a aprender. Não é o que declara os seus acertos, mas o que reconhece suas limitações.

Quem não decifra os códigos da inteligência acaba formando deuses, jovens insensíveis, frios, que só pensam em si mesmos. Quem os decifra e os aplica tem grande chance de formar pensadores que decifrarão e aplicarão também esses códigos.

O CÓDIGO DO AMOR

Há milhares de jovens nas universidades destituídos de sensibilidade, com traços marcantes de psicopatias. Têm cultura acadêmica, mas não são solidários, tolerantes, altruístas; ao contrário, são egoístas, radicais, sectários. Desconhecem o código da família humana. Amam sua religião, sua ideologia política, seus pais, seu time esportivo, sua raça, mais do que a espécie humana. Se um dia dirigirem sua nação, cometerão atrocidades, não se importarão com as necessidades dos outros.

Está corretíssimo do ponto de vista psiquiátrico, psicológico e sociológico o famosíssimo pensamento Amai o próximo como a ti mesmo. Quem é o próximo? O próximo não foi definido, porque inclui todas as raças, todas as culturas, todas as religiões. Só foi definido quem deve decifrar o código do amor: amar como a si mesmo. Que intrigante sabedoria!

Como abordo no livro Pais brilhantes, professores fascinantes, quanto pior for a qualidade da educação neste século mais importante será o papel da psiquiatria e da psicologia clínica. Não tem tido elas papéis em franco processo de crescimento?

Estamos ensinando as crianças e os adolescentes a conhecerem as entranhas dos átomos que nunca verão, mas não o seu complexo planeta psíquico. É preponderante ensiná-los a conhecer seu psiquismo, bem como os códigos para deixarem de ser vítimas dos traumas da infância, das perdas da adolescência, das frustrações da vida adulta.

Uma pessoa que defende suas idéias está correta, mas quem defende demasiadamente sua posição revela uma grande insegurança. Não se deixa influenciar, corrigir, repensar. Defender excessivamente nossas opiniões reflete fragilidade.

Como nas sociedades modernas as mulheres estão doentes pelo padrão ditatorial de beleza, elas chegam diante do espelho e fazem uma guerra. Dizem "Espelho, espelho meu, existe alguém com mais defeito do que eu?" Mas cada mulher tem sua beleza única. Beleza está nos olhos de quem enxerga.

Há pessoas educadas, que nos primeiros cinco minutos de conversa são agradabilíssimas, parecem seres angelicais, mas conviver com elas é um tormento. Tecem mil argumentos para sustentar suas atitudes. Nunca reconhecem erros, nunca pedem desculpas. Sugam a energia vital dos outros por falar muito e procurar excesso de atenção. Não cresceram psiquicamente.

O homem Jesus teve reações que chocaram o mundo e nos deram grandes lições antes de ser preso. Decifrou códigos nos quais seus mais importantes seguidores tropeçaram vexatoriamente. Era seguro, lúcido, coerente, enfrentava os vales do medo com incrível coragem, mas quando precisou decifrar o código das lágrimas não se segurou, quando precisou se despir da sua força e decifrar o código da autenticidade admitiu sua dor com uma clareza cristalina, disse que sua alma estava deprimida até sua morte. Quando atravessou o deserto do desespero não se calou. Discorreu sobre o seu drama.

Como digo no livro Mestre do amor, chamou três amigos, Pedro, Tiago e João, que momentos depois o decepcionariam, o abandonariam, e lhes disse que sua alma estava profundamente deprimida naquela hora. Só um ser humano verdadeiramente forte pode declarar sem medo sua fragilidade! Só um ser humano maduro não tem medo de si mesmo!

Os grandes líderes espirituais freqüentemente são solitários. Não dividem seus sentimentos, suas angústias, seus desertos existenciais com ninguém. Tem medo da crítica, medo da rejeição, medo de ser exposto publicamente.

O mesmo fenômeno da solidão, do isolamento psíquico, ocorre com muitas celebridades, intelectuais, e profissionais bem-sucedidos. Quando estão no auge da fama e precisam dividir o peso do sucesso, se calam. Quando precisam dialogar com amigos sobre a asfixiante carga de estresse gerada pelo excesso de compromissos, chafurdam na lama do isolamento. Quando precisam se humanizar e falar dos seus sentimentos ocultos, se fecham. Ficam sozinhos mesmo quando aplaudidos.

Muitos não sabem que decifrar o código para falar de si e reconhecer seus erros é altamente relaxante, reconfortante, agradável. A sociedade nos estimula a sermos deuses, mas tentar ser um deus perfeito e intocável é altamente desgastante e deprimente.

Reconhecer nossas debilidades, entrar em contato de maneira nua e crua com nossa realidade, não é apenas um passo fundamental para oxigenar a inteligência, reeditar nossa memória e superar nossos conflitos, mas também para mergulharmos nas águas de descanso, para bebermos das fontes mais excelentes da tranqüilidade.

Lembre-se de que os tranqüilizantes podem diminuir a agitação psíquica, mas não produzem a traqüilidade existencial. As técnicas psicoterapêuticas podem expor as causas de nossas mazelas, mas só nós podemos mudar nosso estilo de vida. É preciso decifrar os códigos da inteligência para cumprir esses nobres objetivos.
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Créditos a AUGUSTO CURY.
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